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Ficção com um pouco de realidade. Realidade com um pouco de ficção. Por Lina Vieira.

Flashback – Capítulo 2

O sol finalmente começava a revelar seus primeiros raios, quebrando a escuridão da madrugada, quando ela finalmente tomou o ônibus. Ficara aguardando o coletivo por quase meia hora, sozinha,  debaixo de uma suave garoa, resquício da chuva da noite anterior. Com um suspiro, subiu os degraus. Contava o dinheiro, murmurando uma antiga canção. Com o porta-níqueis na mão, as moedas eram como pequenos brinquedos brilhantes, desviando sua atenção.

– Vai passar, senhora?

– Desculpe, me distraí.

Pagou a passagem e passou pela roleta. Sentou-se e, enquanto passava  a mão pelos cabelos úmidos, repassava em sua memória todos os momentos que vivera nas últimas horas. Um meio sorriso no canto dos lábios deixava revelar sua satisfação pelo feito. Mal podia acreditar que tinha voltado lá. Já fazia mais de um ano desde a última vez, no entanto o sentimento ainda era o mesmo: não poderia mais lutar contra isso.

Desembaçou com as mãos um pedaço da janela para que pudesse observar o caminho. A cada rosto que passava pela calçada, via os olhos dele. E todos os olhos pareciam observar-lhe. Todos os olhos pareciam sorrir-lhe.

Já perdia a noção do tempo quando chegou ao seu destino. Deu sinal. Ao descer do ônibus, tropeçou, distraída, e iria ao chão se não fosse amparada pelo senhor de chapéu que aguardava sua descida para tomar a condução.

– Está bem, minha jovem?

– Nunca estive tão bem em toda a minha vida.

Mais meia dúzia de passos e abriu o portão de casa. Subiu as escadas em um silêncio triunfante. Trocou-se, colocando rapidamente a camisola, e sentou-se do lado esquerdo da cama, ao mesmo tempo em que o despertador começava a tocar, marcando seis horas.

– Bom dia, querido.

E levantou-se para fazer o café.

*   *   *

(Leia o primeiro capítulo aqui.)

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Teclando da pri (Ou: Pra que serve mesmo o Twitter?)

Pois é, pra quem ainda não percebeu, estou no Twitter. Entrei já há algum tempo, quando fui criar a conta do MB. Ainda tô naquela fase de amor e ódio: não gosto nem desgosto, simplesmente não deu pra evitar, foi mais forte do que eu.

Todo mundo twitta. Toooooodo mundo. O Obama tá lá. Mas se vc preferir o Al Gore ou o (batata frita) McCain, também tem. Jenifer Aniston terminou com o John Mayer por causa da sua compulsão Twitter. O Ashton Kutcher posta foto da bunda da Demi Moore. E tá tuuuudo certo. Nos twitters tupiniquins, o top de seguidores é o Marcelo Tas, que já tem até patrocínio da Telefonica no seu micro-blog. Ouvi falar que o Lula e o (rei) Roberto Carlos iam entar no Twitter.

E você, recebendo os twits desse povo, se sente o supra-sumo do íntimo de todas essas celebridades, mesmo que quem escreva seja sua equipe de 47 assessores.

(Pra quem quiser conhecer esse ranking dos top twitters, um bom site é o We Follow.)

Até a imprensa “tradicional” resolveu aderir à coisa e agora todos os jornais, revistas e programas de TV têm sua continha no Twitter. Virou um inferno, eu sei. Na sua própria rodinha de amigos, a parada vira chat, e já vi gente convidando pra almoçar alguém do escritório ao lado pelo Twitter, fazendo confidências em público e até mesmo brincando de adedânia (sei-lá-como-escreve-isso).

Se nada disso conseguiu atraiu sua atenção, você pode receber as mensagens que uma plantinha envia quando precisa ser regada (!!) ou, pra quem mora em Londres, saber quando saiu aquela baguete quentinha na padaria da esquina.

Mas tudo isso só serve para perguntar: E aí? Pra que serve esse tal de Twitter?

Acho que o Twitter já transcendeu a um espaço para responder à pergunta “O que você está em fazendo?” em 140 caracteres.

Micro-blog? RSS portátil? Chat? Inutilidade pública?

Sei lá.  Na minha opinião, pode ser tudo isso, desde que o conteúdo seja relevante ou interessante pra mim. E acho que isso é uma questão de se escolher bem quem vai seguir. Acredito que o Twitter pode ser uma ferramenta bem interessante para troca de idéias e informações, se usado com bom senso, como tudo nesta vida.

Hoje mesmo dei um unfollow na Rosana Hermann. Ela até twitta coisas legais, mas é compulsiva: posta freneticamente, o que acaba prejudicando a qualidade do conteúdo no geral. Eu sei que o que é importante (ou não) é muito relativo, depende do gosto de cada um.  Se o John Mayer twittar dizendo que saiu do banho e está só de toalha eu vou achar o máximo – o que não aconteceria se a Rosana fizesse o mesmo. Mas se começar a aparecer muita gente postando só pra dizer que tá twittando da pri, eu fecho minha conta.

Por enquanto, está divertido. Vamos ver no que dá.

*     *     *

Pra quem não entendeu nada do que eu falei e quer entender ou pra quem entendeu e quer rir um pouco, veja esse video.

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Butterfly – Jason Mraz

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Entenda e ria do Twitter

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Patrick Dempsey tendo que pagar pra arrumar uma namorada?

Cho-ca-da.

Morria e não sabia que o tudo-tudo Dr. McDreamy da série Grey’s Anatomy era o nerd-fofo do filme (atenção para a revelaçao da idade) pelo qual era apaixonada nos meus tempos de Sessão da Tarde: Namorada de Aluguel.

Dr. McDreamy: antes e depois

Dr. McDreamy: antes e depois

Pois é. O tempo passa, o tempo voa… E a poupança Bamerindus nem existe mais!

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10 músicas mais sexy do meu mp3 player

1. Butterfly (Jason Mraz)

.
2. Fell in love with a boy (Joss Stone)

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3. Wicked game (Chris Isaak)

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4. Sexual healing (Ben Harper)

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5. Slow (Kylie Minogue)

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6. Gotta get closer (Maxwell)

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7. Your body is a wonderland (John Mayer)

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8. Undress me now (Morcheeba)

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9. Something got me started (Simply Red)

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10. I belong to you (Lenny Kravitz)

.

(Não necessariamente nessa ordem.)

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Faça você mesmo

Faça você mesmo

Tô preparando a nova versão do layout do MB que vem por aí (tchanannnn) e aproveitei para dar uma mudada por aqui também – como se não mudasse sempre. (Gostaram?)

Engraçado que fiquei lembrando de quando comecei a mexer com isso, sem saber absolutamente nada, apenas com a cara e a coragem. Tudo bem que sempre fui enxerida a aprender tudo sozinha e não entender algo (que eu quero) me deixa profundamente frustrada. Eu tento, tento de novo, insisto até conseguir.

Do mesmo modo que me incomoda profundamente pessoas que não sabem e não querem aprender. Odeio coisas do tipo “Ah, não sei, faz pra mim?” e adoro um “Ah, não sei, mas você me ensina?”. Pra mim, aprender algo é mais do que um prazer, é um desafio instigante. É um prazer que você vai saboreando aos poucos, a cada descoberta, a cada solução de problema, até o deleite da vitória final.

No MB mesmo, eu comecei a mexer porque os templates feito por terceiros não estavam satisfazendo. E olha que eram layouts ótimos, mas é aquilo: a gente sempre quer a coisa do NOSSO jeito.

Eu sempre penso assim… Se você quer algo, corra atrás. Se não sabe fazer, descubra como. Não espere que alguém faça por você. Não deixe essa realização para os outros. Aprenda a construir seus próprios castelos.

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Twittando

Olhares

Gordinha

Me

Tempo bom

Não, não existe.

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